A revolução dos brioches

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Maria Antonieta podia ter fama negativa em muitos setores da vida pública e da privada, numa França pré-revolucionária. Mas, parece não haver registros sobre frases sem nexo ou sentido que tenha feito e escandalizado a Corte. Em outros pontos, porém, a rainha se parece com a nossa presidente.

Classificada de perdulária nas biografias, Maria Antonieta chegou a receber cobrança de um famoso joalheiro, pois não pagou pelas compras que fez – o que me fez lembrar Dilma e o episódio recente na Califórnia, onde a excelentíssima alugou frota de limosines Deus sabe lá por quê. E não pagou, a empresa teve que acionar a imprensa e o Itamarati. Ao fim da vida, antes de ser decapitada, presa numa torre, no alto, isolada. A rainha.

“Não tem pão, que comam brioches!” – a sua famosa suposta frase. A ideia, porém, certamente foi adotada pelas esquerdas revolucionárias no Brasil:

Não tem emprego? Coma bolsa-família. Não tem educação básica de qualidade? Coma “cotas”, coma bolsa-escola. Não tem médico bem pago e aparelhado, nem hospitais que lhe atendam decentemente? Coma “mais médicos”. Não tem segurança pública? Coma “toque de recolher”. Não há recursos para a alta cultura? Coma o lixo cultural. Não há governabilidade sem conchavos? Coma Mensalão…

Não tem pão, coma brioche.

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