THE AGE

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Equilíbrio na vida? Nada disso. Sempre fez o que tinha vontade. Comia de tudo, muita massa gordurosa, gordura oxigenada, todos os tipos de açúcares. Se comia carne? A de porco era a preferida, frita no óleo, com muito bacon. Batata frita, ovo frito, purê. Antes do almoço, biscoitinhos inocentes de goiaba e leite condensado. Cachorro-quente, linguiça no pão massudo, e muita, muita maionese. Seu prato preferido: o fundo. Doces comia como se bebe água, que, por sinal, não bebia, só refrigerante.

Exercícios? Nenhum, a não ser com os dedos, no computador o dia inteiro. Só parava para ver TV, e só via TV se tivesse um bom controle remoto capaz, inclusive, de apagar as luzes do quarto. Não dormia mais – pra quê? – ele entrava em sites de sonhos on line e sonhava ali mesmo acordado, ligadão de tanto tomar coca (cola). E cigarro, muito cigarro, fumava dois ou três ao mesmo tempo, o tempo todo.

Não engordou porque não tinha mesmo que engordar. Mas, envelheceu. Ficou bem velhinho e não conseguia mais andar. Perdeu a voz, o olfato e a audição. Precisava de alguém que o levasse ao banheiro para fazer suas necessidades. Estava um lixo.

Tinha 35 anos de idade.

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